Joma Sipe

12 Upanishads 2012

    UMA SÉRIE DE 12 OBRAS, INSPIRADAS EM 12 UPANISHADS

A SERIES OF 12 WORKS, INSPIRED ON 12 UPANISHADS

 

 

(Esquerda: quadro original em cartolina preta, caneta prateada e dourada e cristais - Left: original painting on black card, with silver and gold ink pen and crystals)

 

 

(Dimensão de cada obra 70x50cm – Dimension of each work: 70x50cm)

 

 

“Como conjunto, nem o que precede nem o que deverá seguir-se podem ser encontrados em parte alguma. Estes ensinamentos não figuram em nenhuma das seis escolas filosóficas da Índia, porque em verdade, pertencem a uma sétima escola, que é a síntese das outras, a saber: a Doutrina Oculta. E não se acham escritos em nenhum velho e carunchoso papiro do Egito, nem foram gravados em ladrilho ou muro de granito da Assíria. Os Livros da Vedanta — "a última palavra do saber humano" — apresentam só o aspecto metafísico da cosmogonia do mundo; e o seu inestimável tesouro, os Upanishads (sendo Upani-shad uma palavra composta que significa o domínio da ignorância pela revelação do conhecimento secreto e espiritual), requer hoje a posse de uma chave-mestra, que permita ao estudante apreender-lhe o sentido em sua plenitude. A autora pede vênia para dar aqui a explicação que, a esse respeito, lhe foi transmitida pelo Mestre. O nome Upanishads é comumente traduzido como "doutrina esotérica". Esses tratados fazem parte do Shruti ou Conhecimento "revelado" — em uma palavra, a Revelação — e são geralmente anexados à parte bramânica dos Vedas, como sua terceira divisão.

Os orientalistas enumeram 150 Upanishads e consideram os mais antigos como escritos provavelmente uns 600 anos antes de nossa Era. Mas os textos autênticos não correspondem nem à quinta parte daquele número. Os Upanishads são para os Vedas o que a Cabala é para a Bíblia dos judeus. Expõem a explicam a significação secreta e mística dos textos védicos. Tratam da origem do Universo, da natureza da Divindade, do Espírito e da Alma, e também da relação metafísica entre a Mente e a Matéria. Em resumo: CONTÊM o princípio e o fim de todo o conhecimento humano; mas cessaram de o REVELAR desde os tempos de Buddha. De outra forma, não poderiam os Upanishads ser considerados esotéricos, já que hoje se acham integrando os Livros Sagrados bramânicos, ao alcance de qualquer pessoa, inclusive dos Mlechchhas (os sem casta) e dos orientalistas europeus. Mas há, em todos os Upanishads, indícios constantes e invariáveis de sua antiga origem, e que provam: (a) que algumas de suas partes foram escritas antes de o sistema de castas transformar-se na instituição tirânica que ainda perdura; (b) que a metade de seus textos foi eliminada, sendo que alguns foram reescritos e abreviados. "Os grandes Mestres do Conhecimento Superior e os brâmanes vão ali constantemente aos reis Ksha-triyas (casta militar) para se tornarem seus discípulos”. Observa com muita justeza o Professor Cowell que os Upanishads "respiram um espírito completamente diferente (do de outros escritos bramânicos), uma liberdade de pensamento que se não vê em nenhuma obra anterior, salvo nos próprios hinos do Rig Veda". O segundo fato se explica por uma tradição registrada em um dos manuscritos que se referem à vida de Buddha: a de que os Upanishads foram originariamente anexados aos Brâhmanas no início de uma reforma que conduziu ao exclusivismo do atual sistema de castas entre os brâmanes, alguns séculos após a invasão da Índia pelos "Duas vezes nascidos". Os textos estavam completos naquela época e serviram para instruir os Chelas que se preparavam. para a Iniciação.

Assim foi enquanto os Vedas e os Brâhmanas permaneceram como propriedade única e exclusiva dos brâmanes do templo, enquanto ninguém mais, estranho à casta sagrada, tinha o direito de estudá-los ou até mesmo de os ler. Surgiu então Gautama, o Príncipe de Kapilavastu. Tendo aprendido toda a sabedoria bramânica dos Rahasya ou dos Upanishads, e vendo que os ensinamentos mui pouco ou nada diferiam dos ministrados pelos "Mestres da Vida", residentes nas montanhas nevadas dos Himalaias556, o Discípulo dos brâmanes, não se conformando em que a Sabedoria Sagrada fosse negada a todos, com exceção destes últimos, resolveu divulgá-la, a fim de salvar o mundo inteiro. E então os brâmanes, ante a iminência de verem cair os seus Conhecimentos Sagrados e a sua Sabedoria Oculta nas mãos dos Mlechchhas, encurtaram e resumiram os textos dos Upanishads, que em sua origem continham três vezes a matéria dos Vedas e Brâhmanas reunidos; e o fizeram sem mudar uma só palavra dos textos. Destacaram simplesmente dos manuscritos as partes mais importantes, aquelas onde se achava a última palavra sobre o Mistério da Existência. A chave do código secreto dos brâmanes ficou, daí em diante, na posse exclusiva dos Iniciados; e eles puderam, assim, negar publicamente a exatidão dos ensinamentos de Buddha, invocando os Upanishads, em que se guardava perpétuo silêncio a respeito das questões principais. Tal é a tradição esotérica de além-Himalaia.

Sri Shankarâcharya, o maior Iniciado que viveu nos tempos históricos, escreveu muitos Bhâshyas (Comentários) acerca dos Upanishads. Mas os seus tratados originais, como há razões para crer, ainda não caíram nas mãos dos filisteus, pois são conservados ciosamente nos mosteiros (mathams). E existem razões ainda mais ponderosas para acreditar-se que os preciosos Bhâshys sobre a Doutrina Esotérica dos brâmanes, de autoria do maior de seus expositores, continuarão sendo, por muitos séculos, letra morta para a maior parte dos hindus, exceto para os brâmanes Smârtavas. Esta seita, fundada por Shankarâcharya, e de muita influência ainda na Índia Meridional, é atualmente a única que produz estudantes com discernimento bastante para compreender a letra morta dos Bhâshyas. Isso porque, segundo a informação que tivemos, são os únicos que contam, de quando em quando, com verdadeiros Iniciados na direção de seus "mathams", como, por exemplo, no Shringa-giri dos Ghats ocidentais de Misore. Por outro lado, não existe, nessa casta tão intransigentemente exclusivista dos brâmanes, seita mais fechada que a dos Smârtavas; e a reticência de seus membros, quanto a dizerem algo sobre os seus conhecimentos da ciência oculta e a Doutrina Secreta, somente pode ser igualada ao seu saber e à sua altivez.”

De:

A Doutrina Secreta, Volume 1, por H. P. Blavatsky

“As a whole, neither the foregoing nor what follows can be found in full anywhere. It is not taught in any of the six Indian schools of philosophy, for it pertains to their synthesis — the seventh, which is the Occult doctrine. It is not traced on any crumbling papyrus of Egypt, nor is it any longer graven on Assyrian tile or granite wall. The Books of the Vedanta (the last word of human knowledge) give out but the metaphysical aspect of this world-Cosmogony; and their priceless thesaurus, the Upanishads — Upa-ni-shad being a compound word meaning "the conquest of ignorance by the revelation of secret, spiritual knowledge" — require now the additional possession of a Master-key to enable the student to get at their full meaning. The reason for this I venture to state here as I learned it from a Master. The name, "Upanishads," is usually translated "esoteric doctrine." These treatises form part of the Sruti or "revealed knowledge," Revelation, in short, and are generally attached to the Brahmana portion of the Vedas,* as their third division.

There are over 150 Upanishads enumerated by, and known to, Orientalists, who credit the oldest with being written probably about 600 years B.C.; but of genuine texts there does not exist a fifth of the number. The Upanishads are to the Vedas what the Kabala is to the Jewish Bible. They treat of and expound the secret and mystic meaning of the Vedic texts. They speak of the origin of the Universe, the nature of Deity, and of Spirit and Soul, as also of the metaphysical connection of mind and matter. In a few words: They CONTAIN the beginning and the end of all human knowledge, but they have now ceased to REVEAL it, since the day of Buddha. If it were otherwise, the Upanishads could not be called esoteric, since they are now openly attached to the Sacred Brahmanical books, which have, in our present age, become accessible even to the Mlechchhas (out-castes) and the European Orientalists. One thing in them — and this in all the Upanishads — invariably and constantly points to their ancient origin, and proves (a) that they were written, in some of their portions, before the caste system became the tyrannical institution which it still is; and (b) that half of their contents have been eliminated, while some of them were rewritten and abridged. "The great Teachers of the higher Knowledge and the Brahmans are continually represented as going to Kshatriya (military caste) kings to become their pupils." As Cowell pertinently remarks, the Upanishads "breathe an entirely different spirit" (from other Brahmanical writings), "a freedom of thought unknown in any earlier work except in the Rig Veda hymns themselves." The second fact is explained by a tradition recorded in one of the MSS. on Buddha's life. It says that the Upanishads were originally attached to their Brahmanas after the beginning of a reform, which led to the exclusiveness of the present caste system among the Brahmins, a few centuries after the invasion of India by the "twice-born." They were complete in those days, and were used for the instruction of the chelas who were preparing for their initiation. This lasted so long as the Vedas and the Brahmanas remained in the sole and exclusive keeping of the temple-Brahmins — while no one else had the right to study or even read them outside of the sacred caste. Then came Gautama, the Prince of Kapilavastu. After learning the whole of the Brahmanical wisdom in the Rahasya or the Upanishads, and finding that the teachings differed little, if at all, from those of the "Teachers of Life" inhabiting the snowy ranges of the Himalaya,* the Disciple of the Brahmins, feeling indignant because the sacred wisdom was thus withheld from all but the Brahmins, determined to save the whole world by popularizing it. Then it was that the Brahmins, seeing that their sacred knowledge and Occult wisdom was falling into the hands of the "Mlechchhas," abridged the texts of the Upanishads, originally containing thrice the matter of the Vedas and the Brahmanas together, without altering, however, one word of the texts. They simply detached from the MSS. the most important portions containing the last word of the Mystery of Being. The key to the Brahmanical secret code remained henceforth with the initiates alone, and the Brahmins were thus in a position to publicly deny the correctness of Buddha's teaching by appealing to their Upanishads, silenced for ever on the chief questions. Such is the esoteric tradition beyond the Himalayas.

Sri Sankaracharya, the greatest Initiate living in the historical ages, wrote many a Bhâshya on the Upanishads. But his original treatises, as there are reasons to suppose, have not yet fallen into the hands of the Philistines, for they are too jealously preserved in his maths (monasteries, mathams). And there are still weightier reasons to believe that the priceless Bhashyas (Commentaries) on the esoteric doctrine of the Brahmins, by their greatest expounder, will remain for ages yet a dead letter to most of the Hindus, except the Smârtava Brahmins. This sect, founded by Sankaracharya, (which is still very powerful in Southern India) is now almost the only one to produce students who have preserved sufficient knowledge to comprehend the dead letter of the Bhashyas. The reason of this is that they alone, I am informed, have occasionally real Initiates at their head in their mathams, as for instance, in the "Sringa-giri," in the Western Ghats of Mysore. On the other hand, there is no sect in that desperately exclusive caste of the Brahmins, more exclusive than is the Smartava; and the reticence of its followers to say what they may know of the Occult sciences and the esoteric doctrine, is only equalled by their pride and learning.”

From:

The Secret Doctrine, Volume 1, by H.P. Blavatsky

 

 

 

The Twelve Principal Upanishads, considered on the book by Doctor E. Roer, in 1906

(Os Doze Principais Upanishads, considerados no livro do Dr. E. Roer, em 1906)

 

1. Aitareya

2. Kaushitaki-Brahmana

3. Brihad-aranyaka

4. Svetasvatara

5. Katha

6. Taittiriya

7. Chhandogya

8. Isha

9. Mundaka

10. Kena

11. Prasna

12. Mandukya

 

Texts and translations adapted from the books / Textos e traduções adaptados dos livros:

1. The Sacred Books Of The East – Translated by various Oriental Scholars – and Edited by F. Max Muller – Vol. And II – At The Clarendon Press – 1879

2. Essays on the religion and philosophy of the Hindus - Henry Thomas Colebrooke - London: Williams and Norgate - 1858

3. The Principal Upanishads - S. Radhakrishnan.. George Allen and Unwin. London - 1969

TEXTOS l TEXTS:

1. Aitareya

“This person is, at first, the germ in a man. That which is the semen is here called the germ. This semen is the vigour drawn from all the limbs. The man bears the self in the self. When he pours the semen into a woman, he gives it a birth. This, indeed, is the first birth of the embodied soul. That semen becomes one with the woman−just like a limb of her own. That is why it does not hurt her. She nourishes this self of his that has come into her. She, being the nourisher, should be nourished. The woman nourishes the embryo. Immediately after its birth he nourishes the child, which in the beginning was already born. Nourishing the child from birth onward, he thus nourishes himself for the continuation of these worlds. For thus alone are these worlds perpetuated. This is one's second birth. He who is the one self of his, is made his substitute for virtuous deeds. Then the other self of his, having accomplished his duties and reached his age departs. So departing hence, he is born again. This is the third birth. About this a rishi has said: "While still lying in the womb, I came to know all the births of the gods. A hundred strongholds, as if made of iron, confined me, yet I burst through them all swiftly, like a hawk." Vamadeva spoke, in this wise, even while lying in the womb. Thus endowed with Knowledge, he, becoming one with the Supreme Self and soaring aloft on the dissolution of the body, obtained all desires in the heavenly world and became immortal−yea, became immortal.”

Aitareya Upanishad, Part 2, Chapter I, Verses 1 to 6

 

“Esta pessoa é, em primeiro lugar, o gérmen de um homem. O que é o sémen aqui é chamado de gérmen. Este sémen é o vigor retirado de todos os membros. O homem tem o eu no ele. Quando ele derrama o sémen dentro de uma mulher, ele dá a ele um nascimento. Isto, aliás, é o primeiro nascimento da alma. De tal modo o sémen torna-se um com a mulher – justamente como um membro de si mesma. De tal modo que ele não a machuca. Ela alimenta este eu dele que está dentro dela. Ela, sendo a nutridora, deve ser nutrida. A mulher alimenta o embrião. Imediatamente após o seu nascimento ele alimenta a criança, o qual no inicio já nasceu. Nutrindo a criança do nascimento em diante, ele assim nutre a ele mesmo para a continuação desses mundos. Pois assim são os únicos desses mundos perpetuados. Isto é o segundo nascimento. Ele que é o único eu de si, é feito o seu substituto para acções virtuosas. Em seguida, o outro eu de si, tendo cumprido os seus deveres e atingido sua idade de partir. Então, partindo daí, ele nasce novamente. Este é o terceiro nascimento. Sobre isto, um Rishi disse: "Embora ainda deitando no útero, eu vim a conhecer todos os nascimentos dos deuses. Uma centena de fortes, como se feito de ferro, limita-me, mas eu estourei todas elas rapidamente, como um falcão". Vamadeva falou desta maneira, mesmo enquanto estava deitado no útero. Assim dotados de Conhecimento, ele, tornando-se um como o Supremo Eu e subindo além na dissolução do corpo, obtém todos os desejos do mundo celeste e torna-se imortal – certamente, torna-se imortal.”

Aitareya Upanishad, Parte 2, Capítulo I, Versos 1 a 6

2. Kaushitaki-Brahmana

   “Om ! May my speech be based on (i.e. accord with) the mind; May my mind be based on speech. O Self-effulgent One, reveal Thyself to me.

May you both (speech and mind) be the carriers of the Veda to me. May not all that I have heard depart from me.

I shall join together (i.e. obliterate the difference of) day

And night through this study. I shall utter what is verbally true; I shall utter what is mentally true. May that (Brahman) protect me;

May That protect the speaker (i.e. the teacher), may That protect me; May that protect the speaker – may That protect the speaker.”

 Kaushitaki-Brahmana Upanishad, Final Prayer  

 

“OM! Que o meu discurso seja baseado na (ou seja, de acordo com) mente; Que minha mente seja baseada no discurso.

Oh Eu único refulgente, revela-Te para mim. Que vocês ambos (discurso e mente) sejam os portadores do Veda para mim.

Que tudo que eu tenho ouvido não se afaste de mim. Eu devo juntar em conjunto (ou seja, a diferença de remover) o Dia

E a noite através deste estudo. Eu devo dizer que é verbalmente verdadeiro; Eu devo dizer que é mentalmente verdadeiro.

Que Aquele (Brahma) possa proteger-me; Que Aquele proteja o orador (ou seja, o professor), que Aquele me proteja”

Kaushitaki-Brahmana Upanishad, Oração Final

3. Brihad-aranyaka

       “Next follows the edifying repetition (abhyaroha) only of the hymns called pavamanas. The priest called prastotri indeed chants the saman. While he chants it, let the sacrificer recite these [Yajur verses]: "Lead me from the unreal to the real. From darkness lead me to light. From death lead me to immortality." When the mantra (verse) says: "Lead me from the unreal to the real," "the unreal" means death, and the "real," immortality; so it says, "From death lead me to immortality," that is to say, "Make me immortal." When it says: "From darkness lead me to light," "darkness" means death, and "light," immortality; so it says: "From death lead me to immortality," that is to say, "Make me immortal." In the verse: "From death lead me to immortality," there is nothing that is hidden.”

Brihad-aranyaka Upanhishad, Part I, Chapter III, Verse 28

 

 “Agora, pois, a repetição edificante (Adhyaroha), somente dos hinos chamados Pavamanas. O sacerdote chamado Prastotir, na verdade, recita o Saman. Enquanto ele recita estes Mantras são para serem repetidos: Do mal me leva ao bem; da escuridão leva-me à luz. Da morte leva-me à imortalidade. Quando o Mantra diz, “Do mal me leva ao bem”, “mal” significa a morte, e “bem”, imortalidade; por isso ele diz, “Da morte me leva à imortalidade, ou seja, faz-me imortal.” Quando ele diz, “Da escuridão me leva à luz”, “escuridão” significa morte, e “luz”, imortalidade; por isso ele diz, “Da morte me leva à imortalidade, ou me faz imortal.” No ditado, “Da morte me leva à imortalidade”, o sentido não parece estar oculto.”

Brihad-aranyaka Upanhishad, Parte I, Capítulo III, Verso 28

4. Svetasvatara

“The Maker of all things, self−luminous and all−pervading, He dwells always in the hearts of men. He is revealed by the negative teachings of the Vedanta, discriminative wisdom and the Knowledge of Unity based upon reflection. They who know Him become immortal. When there is no darkness of ignorance, there is no day or night, neither being nor non−being; the pure Brahman alone exists. That immutable Reality is the meaning of "That"; It is adored by the Sun. From It has proceeded the ancient wisdom. No one can grasp Him above, across, or in the middle. There is no likeness of Him. His name is Great Glory (Mahad Yasah). His form is not an object of vision; no one beholds Him with the eyes. They who, through pure intellect and the Knowledge of Unity based upon reflection, realise Him as abiding in the heart become immortal.”

Svetasvatara Upanishad, Chapter IV, Verses 17 to 20

 

“O Criador de todas as coisas, auto-luminoso e omnipresente, Ele habita sempre nos corações dos homens. Ele é revelado pelos ensinamentos negativos do Vedanta, pela sabedoria discriminativa e pelo Conhecimento da Unidade baseada na reflexão. Aqueles que O conhecem, tornam-se imortais. Onde não existe escuridão da ignorância, não existe dia ou noite, nem ser nem não-ser; o puro Brahman, por si só, existe. Essa imutável Realidade é o significado de “Aquele”; Ele é adorado pelo Sol. Dele procedeu a antiga sabedoria. Ninguém pode percebê-Lo acima, ao lado, ou no meio. Não existe nenhuma semelhança Dele. Seu nome é Grande Glória (Mahad Yasah). Sua forma não é um objecto de visão; ninguém O contempla com os olhos. Aqueles que, através do intelecto puro e do Conhecimento da Unidade, baseado na reflexão, percebe-O como permanente no coração, tornam-se imortais.”

Svetasvatara Upanishad, Capítulo IV, Versos 17 a 20

5. Katha

“This Self is never born, nor does It die. It did not spring from anything, nor did anything spring from It. This Ancient One is unborn, eternal, everlasting. It is not slain even though the body is slain. If the slayer thinks that he slays, or if the slain thinks that he is slain, both of these know not. For It neither slays nor is It slain”.

Katha Upanishad Part 1, Chant 2, Verses 18,19

 

“O Ser omnisciente não nasceu nem morrerá. Estando além de causa e efeito, é imutável, constante e eterno. Ele não perece quando o corpo se extingue. Se aquele que mata acredita poder matar, e aquele que morre acredita poder morrer, ambos ignoram a verdade. O Ser eterno não mata nem pode ser morto”.

Katha Upanishad Parte 1, Canto 2, Versos 18,19

6. Taittiriya

“I am the mover of the tree of the universe. My fame rises high, like a mountain peak. My root is the Supremely Pure Brahman. I am the unstained essence of the Self, like the nectar of immortality that resides in the sun. I am the brightest treasure. I am the shinning wisdom. I am immortal and undecaying. Thus did Trisanku proclaim after the attainment of the Knowledge of the Self of the Self.”

Taittiriya Upanishad, Part I, Chapter X, Verse 1

 

“Eu sou o motor da árvore do universo. Minha fama se eleva nas alturas, como o pico de uma montanha. Minha raiz é o Supremamente Puro Brahman. Eu sou a essência imaculada do Eu, como o néctar da imortalidade que reside no sol. Eu sou o brilho do tesouro. Eu sou o brilho da sabedoria. Eu sou imortal e sempiterno. Assim fez Trisanku, proclamando após a realização do Conhecimento do Eu do Eu.”

Taittiriya Upanishad, Parte I, Capítulo X, Verso 1

                        4. Svetasvatara

 

The Shvetashvatara Upanishad (Sanskrit in Devanagari: श्वेताश्वतर उपनिषद; IAST: Śvetāśvatara) (400 – 200 BCE) is one of the older, "primary" Upanishads. It is associated with the Krishna Yajurveda. It figures as number 14 in the Muktika canon of 108 Upanishads. Adi Shankara called it the "Mantra Upanishad" of the Vedic Shvetashvatara school in his commentary on Brahma sutras. This Upanishad contains 113 mantras or verses in six chapters. In the last chapter the following verse is found. The Sage Shvetashvatara got this knowledge of Brahman, which is very sacred and revered by many great sages, through his penance and through God's grace, and he taught it very well to his disciples. This verse attributes this Upanishad to a sage called "Shvetashvatara" or to his line of ancient spiritual teachers. The name "Shvetashvatara" is not uncommon in Vedic literature. It means "white mule". The mule was a prized animal in ancient Vedic India. A person who owns a white horse is called "Shvetashva" and one who owns a white mule can be called "Shvetashvatara". One of Arjuna's names in the epic Mahabharata is "Shvetashva." The Rigveda refers to "Shyavashva," meaning "One who owns a black horse."

7. Chhandogya

"Meditation (Dhyana) is, verily, greater than consideration. Earth meditates, as it were. The mid−region meditates, as it were. Heaven meditates, as it were. The waters meditate, as it were. The mountains meditate, as it were. The gods meditate, as it were. Men meditate, as it were. Therefore he who, among men, attains greatness here on earth seems to have obtained a share of meditation. Thus while small people are quarrelsome, abusive and slandering, great men appear to have obtained a share of meditation. Meditate on meditation. "He who meditates on meditation as Brahman, can, of his own free will, reach as far as meditation reaches−he who meditates on meditation as Brahman." Narada said: "Venerable Sir, is there anything greater than meditation?" "Of course there is something greater than meditation." "Please tell that to me, venerable Sir."

Chhandogya Upanishad, Part VII, Chapter VI, Verses 1,2

 

“A contemplação certamente é maior do que a inteligência. A terra contempla por assim dizer. O céu contempla por assim dizer. O paraíso contempla por assim dizer. A água contempla por assim dizer. As montanhas contemplam por assim dizer. Os deuses e os homens contemplam por assim dizer. Portanto, verdadeiramente, aqueles que alcançam a grandeza entre os homens aqui, eles parecem ter obtido uma parte do resultado da contemplação. E aqueles que são grandes homens, eles parecem ter obtidos uma parte do resultado da contemplação. Adore a contemplação. Quem adora a contemplação como Brahman, torna-se livre para agir como ele desejar na esfera dentro do alcance da contemplação, quem adora a contemplação como Brahman’. ‘Venerado senhor, não há nada maior do que a contemplação?’ ‘Certamente, há algo maior do que a contemplação. ‘Venerado senhor, comunica-o a mim’.”

Chhandogya Upanishad, Parte VII, Capítulo VI, Versos 1,2

8. Isha

“And he who sees all beings in his own self and his own self in all beings, he does not feel any revulsion by reason of such a view. When, to one who knows, all beings have, verily, become one with his own self, then what delusion and what sorrow can be to him who has seen the oneness? He has filled all; He is radiant, bodiless, invulnerable, devoid of sinews, pure, untouched by evil. He, the seer, thinker, allpervading, self-existent has duly distributed through endless years the objects according to their natures. Into blinding darkness enter those who worship ignorance and those who delight in knowledge inter into still greater darkness. Distinct, indeed, they say, is the result of knowledge and distinct, they say, is the result of ignorance. Thus have we heard from those wise who have explained to us these. Knowledge and ignorance, he who knows the two together crosses death through ignorance and attains life eternal through knowledge.”

Isha Upanishad, Verses 6 to 11

 

“O homem sábio observa todos os seres no Eu, e o Eu em todos os seres; por essa razão, ele não odeia ninguém. Para o vidente, todas as coisas têm, na verdade, tornado-se o Eu: o que é a ilusão, o que é a tristeza, pode haver para quem contempla essa unidade? É Ele quem permeia tudo – Ele que é brilhante e sem corpo, sem mancha ou ligaduras, puro e não atravessado pelo mal; que é o Vidente, omnisciente, transcendente e sem início. Ele foi devidamente atribuído para os eternos Criadores do Mundo seus respectivos deveres. Dentro de uma escuridão cega, entram os que são devotados à ignorância (rituais); mas dentro de uma grande escuridão, entram os que se engajam no conhecimento de uma única deidade. Uma coisa, eles dizem, é obtida do conhecimento; outra, eles dizem, da ignorância. Assim nós temos ouvido dos sábios que nos ensinaram isto. Quem está consciente de que ambos, conhecimento e ignorância, devem ser buscados em conjunto, vence a morte através da ignorância e obtém a imortalidade através do conhecimento.”

Isha Upanishad, Versos 6 a 11

9. Mundaka

“By means of the Higher Knowledge the wise behold everywhere Brahman, which otherwise cannot be seen or seized, which has no root or attributes, no eyes or ears, no hands or feet; which is eternal and omnipresent, all−pervading and extremely subtle; which is imperishable and the source of all beings. As the spider sends forth and draws in its thread, as plants grow on the earth, as hair grows on the head and the body of a living man−so does everything in the universe arise from the Imperishable.”

Mundaka Upanishad, Part I, Chapter, Verses 6 to 7

 

“Por meio do maior conhecimento dos sábios contemplem em todos os lugares Brahman, que de outra forma não pode ser visto ou apreendido, que não tem raiz ou atributos, nem olhos ou ouvidos, nem mãos ou pés, que é eterno e omnipresente, que tudo permeia e extremamente subtil, que é imperecível e a fonte de todos os seres. Como a aranha tece e desenha a sua teia, como as plantas crescem sobre a terra, como o cabelo cresce na cabeça e no corpo de um homem que vive - assim todas as coisas no universo surgem de algo Imperecível.”

Mundaka Upanishad, Parte I, Capítulo, Versos 6 a 7​

10. Kena

“He by whom Brahman is not known, knows It; he by whom It is known, knows It not. It is not known by those who know It; It is known by those who do not know It. Brahman is known when It is realized in every state of mind; for by such Knowledge one attains Immortality. By Atman one obtains strength; by Knowledge, Immortality If a man knows Atman here, he then attains the true goal of life. If he does not know It here, a great destruction awaits him. Having realized the Self in every being, the wise relinquish the world and become immortal.”

Kena Upanishad, Chapter II, Verses 3 to 5

 

“Ele é conhecido por ele para quem Ele é desconhecido. Ele, para quem Ele é conhecido, não O conhece. Ele é desconhecido para aqueles que conhecem, e conhecido para aqueles que não conhecem. Quando Brahma é conhecido como o Eu interior (de conhecimento) em cada estado de consciência, Ele é conhecido em realidade, porque assim se alcança a imortalidade. Através de seu próprio Eu é alcançado a força, e através do conhecimento é alcançado a imortalidade. Aqui, se alguém se realizou, então existe a realização. Aqui, se alguém não se realizou, então há a completa ruína. Tendo realizado Brahman em todos os seres, e tendo se retirado deste mundo, o sábio se torna imortal.”

Kena Upanishad, Capítulo II, Versos 3 a 5​

11. Prasna

“He, verily, it is who sees, feels, hears, smells, tastes, thinks and knows. He is the doer, the intelligent self, the purusha. He is established in the Highest, the imperishable Atman. He who knows that imperishable Being, bright, without shadow, without body, without colour, verily attains the Supreme, the undecaying Purusha, O my good friend, he who knows Atman becomes all—knowing, becomes all. About it there is the following verse: He, O friend, who knows that imperishable Being wherein rests the intelligent self, together with the gods, the pranas and the elements—he becomes all—knowing and enters into all.”

Prasna Upanishad, Question IV, Verses 9 to 11

 

“Ele, em verdade, é que vê, sente, ouve, cheira, saboreia, pensa e sabe. Ele é o fazedor, o auto inteligente, o purusha. Ele é quem está estabelecido nas alturas, o Atman imperecível. Aquele que conhece o Ser imperecível, brilhante, sem sombra, sem corpo, sem cor, na verdade, atinge o Supremo, o Purusha imperecível, ó meu bom amigo, aquele que conhece Atman torna-se omnisciente, torna-se tudo. Sobre isso há o seguinte verso: Ele, ó amigo, que conhece aquele Ser imperecível no qual repousa o ser inteligente, juntamente com os deuses, os pranas e os elementos, - ele torna-se tudo – conhece e penetra em tudo.”

Prasna Upanishad, Questão IV, Versos 9 a 11

12. Mandukya

“The wise, who are free from attachment, fear and anger and are well versed in the Vedas, have realized Atman as devoid of all phantasms and free from the illusion of the manifold and as non—dual. Therefore, knowing Atman as such, fix your attention on Non—duality. Having realized Non—duality, behave in the world like an inert object. The illumined sannyasin does not praise any deity, does not salute any superior and does not perform rites to propitiate departed ancestors. Regarding both body and Atman as his abode, he remains satisfied with what comes by chance. Having known the truth regarding what exists internally as also the truth regarding what exists externally, he becomes one with Reality, he exults in Reality and never deviates from Reality.”

Mandukya Upanishad, Chapter II, Verses 35 to 38

 

“Os sábios, que são livres de apego, medo e raiva e estão bem versados nos Vedas, perceberam Atman como desprovido de todos os fantasmas e livre da ilusão do mundo e, como não-dual. Portanto, sabendo Atman como tal, fixe a sua atenção sobre a não-dualidade. Tendo realizado a Não-dualidade, comportam-se no mundo como um objecto inerte. O sannyasin iluminado não louva qualquer divindade, não saúda qualquer superior e não realiza rituais para propiciar os ancestrais que já partiram. Percebendo ambos o corpo e a Atman como sua morada, ele permanece satisfeito com o que vem por acaso. Tendo conhecido a verdade sobre o que existe internamente como também a verdade sobre o que existe no exterior, ele se torna um com a Realidade, ele exulta na Realidade e nunca se desvia da Realidade.”

Mandukya Upanishad, Capítulo II, Versos 35 a 38​

“The Maker of all things, self−luminous and all−pervading, He dwells always in the hearts of men. He is revealed by the negative teachings of the Vedanta, discriminative wisdom and the Knowledge of Unity based upon reflection. They who know Him become immortal. When there is no darkness of ignorance, there is no day or night, neither being nor non−being; the pure Brahman alone exists. That immutable Reality is the meaning of "That"; It is adored by the Sun. From It has proceeded the ancient wisdom. No one can grasp Him above, across, or in the middle. There is no likeness of Him. His name is Great Glory (Mahad Yasah). His form is not an object of vision; no one beholds Him with the eyes. They who, through pure intellect and the Knowledge of Unity based upon reflection, realise Him as abiding in the heart become immortal.”

Svetasvatara Upanishad, Chapter IV, Verses 17 to 20

 

O Upanishad Shvetashvatara (em sânscrito, Devanagari: श्वेताश्वतर उपनिषद; IAST: Svetasvatara) (400-200 aC) é um dos mais velhos, "primários" Upanishads. É associado com o Yajurveda Krishna. Ele figura como número 14 no cânone Muktika de 108 Upanishads. Adi Shankara chamou-o de "Upanishad Mantra" da escola védica Shvetashvatara em seu comentário sobre os sutras Brahma. Este Upanishad contém 113 mantras ou versos em seis capítulos. No último capítulo, o versículo seguinte é encontrado. O Sábio Shvetashvatara teve este conhecimento de Brahman, que é muito sagrado e reverenciado por muitos grandes sábios, através de sua penitência e pela graça de Deus, e ele ensinou-o muito bem aos seus discípulos. Este versículo atribui este Upanishad a um sábio chamado "Shvetashvatara" ou à sua linha de antigos mestres espirituais. O nome "Shvetashvatara" não é incomum na literatura védica. Significa "mula branca". A mula era um animal premiado na antiga Índia védica. A pessoa que possui um cavalo branco é chamado de "Shvetashva" e o dono de uma mula branca pode ser chamado de "Shvetashvatara". Um dos nomes de Arjuna no épico Mahabharata é "Shvetashva". O Rigveda refere-se a "Shyavashva", que significa "Aquele que é dono de um cavalo preto."

“O Criador de todas as coisas, auto-luminoso e omnipresente, Ele habita sempre nos corações dos homens. Ele é revelado pelos ensinamentos negativos do Vedanta, pela sabedoria discriminativa e pelo Conhecimento da Unidade baseada na reflexão. Aqueles que O conhecem, tornam-se imortais. Onde não existe escuridão da ignorância, não existe dia ou noite, nem ser nem não-ser; o puro Brahman, por si só, existe. Essa imutável Realidade é o significado de “Aquele”; Ele é adorado pelo Sol. Dele procedeu a antiga sabedoria. Ninguém pode percebê-Lo acima, ao lado, ou no meio. Não existe nenhuma semelhança Dele. Seu nome é Grande Glória (Mahad Yasah). Sua forma não é um objecto de visão; ninguém O contempla com os olhos. Aqueles que, através do intelecto puro e do Conhecimento da Unidade, baseado na reflexão, percebe-O como permanente no coração, tornam-se imortais.”

Svetasvatara Upanishad, Capítulo IV, Versos 17 a 20

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